Faxina

É preciso ficar livre de tudo que não é saudável: pessoas, crenças, hábitos e qualquer outra coisa que nos coloque para baixo. Alguns acham que isso é egoísmo, eu acredito que só quem se respeita é capaz de fazer. É o tal amor-próprio.

Insistir demais em caminhos com pedras que machucam é um desmazelo com a vida. E teimosia. A vida sinaliza, e a gente insiste.
Jogar a toalha nunca foi sinal de fraqueza. É coragem.

Eu li e curti.

“Você se sente inconformado, esmagado pelo arrependimento, atordoado pela tristeza do que poderia ter sido e não foi? Tem a sensação de que estragou tudo? Não sabe mais o que fazer para parar de doer? Acredite, só tem um jeito: solta!
A dor é conseqüência de um apego inútil! Deixa ir… Deixa rolar… Se você já fez o que podia fazer, tentou e não deu, confie na vida, confie no Universo e siga em frente. Pare de se lamentar, pare de se debater e de se perder cada vez mais.
Quando essa certeza chega, é impressionante: a gente simplesmente relaxa e solta! E quando solta, a dor começa a diminuir, e a gente começa a compreender que está tudo certo, mesmo quando não temos a menor idéia de que “certo” é esse. Mas quando menos esperamos, tudo fica absolutamente claro!
Não se trata de desistir, mas de confiar! Isso é o que se chama “FÉ”! Isso é o que desejo a mim e a você, quando estivermos doendo.” ( Rosana Braga)

Alegria

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Esperar que o outro nos faça feliz é travar o caminho.
A alegria é uma decisão.

Construção

Instagram: @arturmalta

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Vivemos um tempo das coisas prontas.
Queremos tudo pronto: a família, o casamento, a amizade, o trabalho.
Perdemos a arte da construção.
O mundo, por ser humano, é absolutamente imperfeito. Nós também.
Carecemos sempre de melhoria, de desenvolvimento.
Nada será definitivamente terminado.
Na vida, só se salva quem for artesão.

Sobre a Inveja

Érica Machado

Era uma vez um vagalume e uma cobra.

A cobra insistia em perseguir o vagalume tentando devorá-lo .O vagalume já cansado daquela perseguição, pergunta à cobra:
-Porque você me persegue, te fiz alguma coisa?
-Não, responde a cobra.
O vagalume não satisfeito com a resposta insiste.

:-Faço parte da sua cadeia alimentar?
-Não. É a resposta que recebe da cobra.
Tomado de impaciência o vagalume questiona

:-Então porque  quer me comer? E ouve:

-Porque eu não suporto seu brilho.

 

A origem da palavra é latina, “invidere”, significa “não ver”. É um olhar amargurado sobre o sucesso e o brilho dos outros. É quando queremos o que o outro tem, independente de ser uma roupa, o carro, o dinheiro, a competência, a beleza, a simpatia, a alegria. Sentimos-nos mal por não possuir o que o outro possui, por não ser o que o outro é.
A inveja é um olhar amargurado sobre o sucesso e o brilho dos outros.  Estamos sentindo inveja quando nos  aumentamos, nos vangloriamos, falamos excessivamente bem das nossas próprias coisas e, ao mesmo tempo, procuramos diminuir o outro através de críticas, que é a grande arma do invejoso. Quando criticamos  quando diminuímos , quando ofendemos , quando temos necessidade de falar mal de alguém, provavelmente estamos nos sentindo inferiores a ele. O invejoso quando vê alguém a quem deveria admirar, tende a diminuir essa pessoa, se sente mal, entristece-se.Ao invés de buscarmos o nosso próprio crescimento, nosso próprio brilho, passamos o tempo tentando apagar o brilho dos outros. A inveja é a incapacidade de ver a luz das outras pessoas, a alegria, o brilho, a luminosidade de alguém, seja em que aspecto for. Se  pedissem  ao invejoso  para que escolhesse entre o próprio sucesso e o fracasso alheio, não hesitaria em escolher o  segundo.O sentimento da inveja nos traz muito sofrimento.E de onde vem este sentimento? A inveja nasce da comparação: que gera a insatisfação com aquilo que eu tenho e sou, em contraste com o que o outro tem e é. É quando o referencial é externo, ao invés de se preocupar como estou em relação a mim mesmo.

 

Cada um tem sua própria historia e ninguém pode viver a do outro. Cada um de nós deve se ocupar da própria vida: hoje sou melhor que ontem e amanhã serei melhor ainda: comparado a mim mesmo. É esse exercício de auto-comparação que vai nos ajudar a trabalhar o sentimento da inveja.
Estou melhor hoje do que ontem?

 

Ao nos ocuparmos com a nossa própria vida,  passamos a ser dirigidos de dentro e não em função do que esperam de nós. A auto-comparação leva-nos a um fortalecimento interior. Fortalecemos a nossa identidade, reencontramos a nós mesmos, passamos a ser o nosso próprio ponto de apoio. Cada pessoa tem o seu ritmo, o seu jeito, o seu caminho. Não estamos no mundo para sermos mais do que alguém, mas apenas para realizar o nosso próprio potencial, para sermos cada vez mais, cada vez melhores.
Somente o exercício da auto-comparação nos levará à auto-aceitação, à realização do nosso próprio potencial. Só assim reencontraremos a alegria de ser o que somos, de ter o que temos, de viver como vivemos.

 

A inveja é o sentimento mais fácil de apontar e o mais difícil de confessar.

FIM DE ANO

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Muitas promessas que  fizemos para serem cumpridas neste ano ainda nem saíram do papel.

 

E começamos a nos sentir culpados pelo que ainda não cumprimos. Os quilos não perdidos ( para a ansiedade é melhor um brigadeiro de panela que uma salada de folhas verdes), o cigarro que não foi largado, a economia que não foi feita, o livro que parou na página 9, a família negligenciada pelo trabalho, as escolhas mal feitas, a carência no lugar da auto-estima, o amor mal conjugado. E uma infinidade de outras coisas. Cada um sabe o que promete e não cumpre, e onde lhe dói o calo.

 

Mas quem disse que eu tenho que cumprir tudo que prometi? Quem disse que consigo tudo? Quem disse que tenho que realizar os sonhos que outros sonharam por mim?

 

Acho que é daí que devemos começar. De onde ainda estamos paralisados.

 

Primeiro, antes de tudo, quero me perdoar pelo que ainda não consigo. Apesar de fazer um esforço danado, há coisas que ainda não dou conta. Me livrar das culpas por causa disso já é um grande passo.

 

Sabe aquela mágoa guardada há anos no coração? Perdão para ela. E tiro aqui toda a sacralidade que envolve esta palavra perdão: andar com o inimigo no coração é burrice. Não sei como este perdão acontece, mas chega uma hora que você percebe que não dá mais para ficar deixando os outros decidindo o nosso sentir.

 

E a tristeza pelo que os outros nos fizeram? As ingratidões que sofremos? Chega, não dá pra ficar carregando isso para o resto da vida. Peso inútil.

 

E as palavras que ficaram engasgadas? E a saudade do que passou? Tem coisa mais doída que enterrar um futuro? Para isso , um tchau. Tchau não, adeus. Desapegar, abrir espaço para o novo chegar.

 

E a raiva por não sentir-se compreendido? A falta de cuidado pela dor que sentimos? É que não compreendemos que cansa conviver com quem só reclama.

 

E os medos de não dar certo, de não agradar, de não conseguir, de não ser bom o suficiente? Se ainda não conseguimos ( sim, podemos não conseguir), é só terminar o pacto com o medo. Não dá para ficar usando o medo como justificativa para a nossa acomodação. Às vezes pode parecer muito, mas arriscar um único passo, talvez o primeiro deles, seja o ínicio. Quero me tornar aliada dos meus medos e ir.

 

Se eu encerrar o que está me paralisando, posso sim desejar um outro passo.

 

Respeitar os meus limite é um bom começo.

 

E se, apesar de todos os meus limites, me sentir bem na minha própria pele, já está de bom tamanho.

 

E se, a partir daí, conseguirmos um novo caminho, nos encontramos lá!

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